Da Década!

It’s Moustache Day! (I)

Publicado em Moustache Day!, Música por Tiago Lopes em Maio 26, 2008

Seguinte: almejo um bigode como alguns de vocês aí almejam a invenção de uma máquina que possibilita o deslocamento gratuito e instantâneo no tempo e espaço para todos os festivais de verão dos Euá e da Europa. Houve uma época em que eles (os bigodes, não o Reading) eram meio que obrigatórios nos melhores círculos sociais, juntamente de portentosos chapéus-coco, e gostaria de ter frequentado esses círculos. Mas sequer teria a oportunidade de ser defenestrado dos mesmos por má-conduta, já que não entraria em nenhum porque, aos 20 anos de idade, possuo apenas uma leve penugem no lugar onde deveria existir um vistoso e bem cortado moustache.

Então decidi falar de grandes homens (“grande” no sentido de contribuições abstratas ["abstratas" no sentido de "não inventamos a brastemp, mas colocamos uns discos, uns livros e mais uns filmes aí na praça"] e indispensáveis para a humanidade) que possuem, ou possuíram, um bigode que é alvo de minha imberbe e saudável inveja. Toda segunda-feira você irá encontrar aqui, nesse garboso espaço, uma imagem mais breves impressões da minha pessoa sobre esses exemplares mantenedores de tão estranha, mas fascinante manifestação do tecido epitelial. Até o meu próprio bigode decidir aparecer das profundas de meu ser, irei manter essa categoria de posts, esperando ansiosamente pelo dia em que irei encerrá-la com uma imagem do meu eu sustendando, entre o empinado nariz e boca ligeiramente aberta, um orgulho de bigode.

Para inaugurar esta sessão,

Stephen Malkmus:


how you doing?

Adotou o moustache já distante do ápice que a exposição de sua imagem atingiu (que nem é tão ápice assim), quando estava à frente do Pavement. Agora, com o The Jicks e um ótimo-e-indispensável disco discretamente difícil recém-lançado – Real Emotional Trash -, o Stephen Malkmus dá início ao cultivo do bigode, em detrimento dos porcos e feios objetos que o substituíram em nosso tempo (tatuagens, piercings). Ainda faz uso de umas roupas que procuram emular o espírito da época em que o bigode era lei, para explicitar a elegância de ambos.

Memoráveis sentenças proferidas sob o bigode:

are you just a present waiting to be opened up and parceled out again?

the torture of the with expressway at 5 pm on friday gives you some idea of how rejection makes me feel

Ambas saídas de “Gardenia“, faixa 5 do disco Real Emotional Trash .

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Na próxima semana: Daniel Plainview e a estreita relação entre bigode, virgindade na terceira idade e maldade humana.

4 Respostas

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  1. layla said, on Maio 26, 2008 at 10:58 pm

    só você e rudá mesmo viu.. não conheço mais ninguém que ache essa “coisa” bacana.
    hahahahaha
    mas espera que um dia cresce!

  2. Rudá said, on Maio 27, 2008 at 12:42 am

    belo bigode.
    ainda deixo o meu assim, mas ainda me faltam colhões…

    as mulheres falam mais alto, como cê vê aí em cima. :/

  3. Rudá said, on Maio 27, 2008 at 12:43 am

    ah, tira esse ‘fora do eixo’ dos seus links aí e põe esse:

    http://achoumamerda.wordpress.com/

    agora vai!

  4. Hugo Morais said, on Maio 28, 2008 at 11:21 am

    Porcas e feias teu rabo. Tu não tem é coragem de fazer uma tattoo. O teu bigode, ou penugem, tu tira com uma esponja grossa. É grude isso. Tome banho que sai.


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