It’s Moustache Day! (II)
E aqui estamos para a nossa já regular incursão nas mentes e moustaches de grandes homens do nosso e de outros tempos. E hoje, como prometido:
Daniel Plainview:
Criado por Paul Thomas Anderson e um xará de sobrenome Day-Lewis, Daniel Plainview cruzou um filme de mais de três horas como um ser mau, muito mau, e virgem. Nenhuma menção sobre o fato de já ter feito sequiço alguma vez na vida. O único herdeiro que criou era filho de seu subordinado e primeira vítima fatal de seu trabalho como um oil-man. E, na única vez em que vai em uma balada, não consegue pensar em outra coisa a não ser nas diferentes maneiras de pôr uma bala na cabeça do so-called brother que estava lá, curtindo o by-night sem medo de ser feliz. Isso é só uma inocente constatação que talvez, TALVEZ, sirva de justificativa para tamanha ausência de joie de vivre. Mas ele mesmo dá a sua versão dos fatos em uma das…
Memoráveis sentenças proferidas sob o bigode:
“I see the worst in people. I don’t need to look past seeing them to get all I need. I’ve built my hatreds up over the years, little by little, Henry… to have you here gives me a second breath. I can’t keep doing this on my own with these… people.”
-único momento em que Plainview demonstra um verdadeira vontade de socializar, explicando o porquê de tal feeling não existir em sua vida até agora, mesmo o alvo de rara partilha sendo alguém que, minutos depois, não mais existiria como um ser vivente. E, se eu explico a ironia da coisa, tô dando um spoiler pras raras mentes que ainda não introduziram tamanho masterpiece em suas cabeças.
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Na próxima semana: James Joyce e a necessidade de ser pidão para criar o melhor livro do século XX.
