It’s Moustache Day! (III)
Iniciando o mês do Bloomsday:
James Joyce:

On the drums, Ezra Pound
James Joyce (Jay-Jay para os íntimos) é uma incógnita quando se pensa nos processos criativos necessários para o nascimento de uma obra-prima: flanou por quase toda a Europa (fazendo uso de um modelo mais discreto de bigode), viveu 59 anos e, ainda assim, conseguiu concentrar a ação de toda a sua obra em uma única cidade. Exemplo maior disso é o seu greatest hit: um livro de mais de 900 páginas que se passa em uma única cidade (quiçá em pouquíssimos bairros da mesma) e em um único dia. Com isso, foi criador e único desenvolvedor do método “Forgetting Great Experiences to Create a Classic“, que consiste em conhecer o maior número de pessoas e lugares possíveis e convergir todas as experiências obtidas para uma espécie de brain’s basement, que irá processá-las e transformá-las em um profundo conhecimento sobre a sua cidade natal (no caso, Dublin) e, de brinde, vai te fazer esquecer sobre tudo e todos fora dos limites da mesma. E foi assim que nasceu Ulysses, onde toda a ação (“ação”, aqui, define apenas pessoas caminhando, no máximo, andando de carruagem) se passa somente em Dublin, no dia 16 de junho de 1904. Data escolhida como uma homenagem kinky à sua esposa: foi nesse dia que o danadão aí recebeu o primeiro hand-job da mesma. Bloomsday nada mais é do que um dia de louvor as capacidades onanísticas da esposa de outrem.
Memoráveis sentenças proferidas sob o bigode:
“A man of genius makes no mistakes. His errors are volitional and are the portals of discovery.”
-Stephen Dedalus, Jay-Jay wannabe.
“Bloomsday nada mais é do que um dia de louvor as capacidades onanísticas da esposa de outrem.” Hehehe, pura verdade. Por isso que eu falo: Nora Barnacle é uma das mulheres mais importantes para a literatura do século XX.
[...] Aqui Tiago Lopes explica a origem curiosa do Bloomsday. Filed under: Uncategorized | [...]
Se sexo é o que importa, só James Joyce é sobre punheta.