It’s Moustache Day! (VIII)
Rá! Demorei, demorei. Senti todo um repertório de piadas sobre bigodes esvair-se da minha cabeça, graças a minha crescente frustração de ainda não possuir algum pra chamar de “meu” e escovar sempre antes de sair de casa. Ó! Lá vai mais uma piada, todas elas running out in the countryfield e me deixando aqui, sozinho, sem nenhuma palavra útil pra falar sobre bem cortados moustaches de homens de estatura mediana. Hoje, algo sobre Kurt Vonnegut:
Essa pessoa com cara de melhor dançarino de mambo de todos os tempos conseguiu, em Matadouro 5 (seu livro sobre eventos da Segunda Guerra e viagens no tempo), ter a mais genial idéia… Espera, não é que tenha sido uma idéia sobre alguma coisa. Foi, claro, tava lá escrito, era novo, era uma idéia de como deveria ser que ele estava mostrando. Mas era meio abstrato e não era uma mensagem anti-belicista, que era o que eu ia dizer que era antes de substituir o erro por reticências. Não era uma mensagem anti-belicista na acepção mais comum da classificação, fazendo uso de diversos sinônimos de “paz” e “amor”. É uma rápida descrição de eventos nesse livro que segue assim: alguém está vendo uma tv e, nessa tv, são mostradas imagens de uma guerra acontecendo de trás pra frente: as bombas voltando pros aviões e sendo encaixotadas por belas mulheres são alguns exemplos de coisas que ele narra se isso realmente acontecesse. E é bonito, muito bonito mesmo. O livro todo é ótimo, mas considero essa passagem em particular a melhor coisa já feita baseada em experiências pessoais de quem participou de algum conflito armado. Penso em Ardil 22 (livro e filme), The Big Red One, Jules e Jim, M.A.S.H., todas essas obras que fazem uso de um ponto de vista específico pra falar sobre guerra, e essa passagem do Matadouro 5 paira por cima de todas em termos de genialidade simplista (não que as outras estejam muito abaixo, mas são apenas duas páginas on top of all that). Mas hey! Como não acho que só isso que eu falei seja o bastante, deixo aqui links de dois textos deveras bóótimos sobre o Vonnegut: o primeiro é do Luciano Chaves e o segundo é do Alexis Peixoto. Apreciem por completo os blogs dos citados, tudo muito massa.
Surprise Party!
Esse vídeo já foi visto pelos meus globos oculares umas boas 17 vezes e, de todos os vídeos do SNL que eu vejo várias vezes, acho que esse é o único que ainda me faz chorar de rir, como se fosse algo inédito. Cabei de chorar agorinha vendo pela 18ª vez e quis partilhar esse momento com vocês. Segurem vossos tchans e apertem o play, s.v.p..
Post 44: teu nome é incoerência
Hostilizar alguém era, há pouco tempo atrás, de uma faciliadade comparável à prática da auto-higiene: resumir toda a irritação que você sente por um ser que lhe incomoda em um reverberante “vá tomar no cu” era o suficiente para 1)interromper bruscamente a causa de tédio e 2)ofender o interlocutar de diversas maneiras com apenas três palavras. Porque, se você usou o xingamento de maior efeito, quem o ouve vai começar a achar que você realmente acredita que ele é capaz de “dar o cu”, duvidando da hombridade do chato, caso o mesmo esteja abrigado sobre o gênero masculino; se o alvo da réplica contra chateação for uma mulher, ela vai achar que você pensa que ela não passa de uma adepta do jeito galisteu de viver, uma qualquer que vai realmente “dar o cu” à primeira sugestão.
Nos deparamos hoje não só com a banalização da sentença. Tem crescido em números crescentes a quantidade de homens que não irão se sentir ofendidos de maneira alguma com a sugestão, já que é uma prática da qual são fiéis adeptos; e algumas mulheres simplesmente aceitam “dar o cu” prazerosamente por acharem que a liberdade do sexo oprimido também pode chegar pela porta dos fundos. A busca de uma nova sentença, agressiva e curta o suficiente, capaz de atingir as diversas variações dessa classe de adeptos do Comportamento Claúdio Assis (CCA), deve ser prioridade número 1. Mas desconfio que nada, NADA MESMO, é capaz de atingir um seguidor do CCA. Essas pessoas são capazes de se divertir vendo um tronco de árvore penetrar orifícios do corpo humano. A audição de um agressivo “vá tomar no cu”, pra elas, deve causar tanta comoção quanto um meigo “bom-dia”.
Ou não né. O que essa gentalha gosta mesmo é de sodomia. Imagino o mal que uma sentença das mais carolas poderia fazer aos ouvidos dos seguidores de claudio assis. Exemplo: alguém chega pra você e te convida pra ver baixio das bestas. A primeira reação de uma pessoa sensata seria falar um “vá tomar no cu” antes de declinar educadamente o convite. Mas aí, o receptor da mensagem não é só um fiel CCA, como o propaga como um 11º mandamento, e pode, certamente, responder da seguinte maneira: “eu vou mesmo, eu e sua mãe, seu direitinha de merda”. Aí segura no próprio saco e, com a outra mão, mostra o dedo médio em riste (desnecessariamente redundante, eu sei) enquanto vai se afastando de você e correndo para a sessão de arte mais próxima.
Imaginemos a seguinte situação: ao invés de responder a tão ofensivo convite da maneira que merece, porque não replicar com um delicado “não, mas como vai a sua mãe?” Você demonstra, ao mesmo tempo, total desinteresse no pedido e ainda se mostra com uma pessoa que se importa até com o séquito do CCA. Vai desarmar o chato na hora. E não se preocupe com a possibilidade do jeca querer ir além de um “vai bem, obrigado”, o CCA’s crew não se importa com laços sangüíneos. “Família” pra eles é o fornecedor da esquina, o professor de semiótica e a mãe morta num saco plástico.
***
A evitar: a primeira coisa que vem à cabeça quando a última das saidas úteis não funciona é xingar a mãe. O seu ato covarde não vai ganhar a simpatia dos outros presentes e você fará com que o chato-alvo se transforme em um aliado dos restantes contra o seu ato vil e baixo de xingar uma senhora – provavelmente aidética, veja só! – que não está sequer presente para se defender. Muito feio xingar a mãe, mesmo se o alvo for o Morrissey.
3 de 3
Espera-se que o encerramento de uma trilogia seja sempre o seu melhor capítulo, principalmente se os dois anteriores formaram uma sequência de crescente qualidade: o 1º é muito bom, o 2º é genial e, do 3º, sempre esperamos que o sentido da vida seja revelado ao fim de cada página. O Cormac frustou belamente expectativas com o fim de sua Trilogia da Fronteira. “Belamente” porque não encerrou com uma história completamente dispensável, mas uma bem menor que as duas anteriores. O melhor dos três é mesmo A Travessia, um livro enormemente ambicioso que ampliou ao extremo as melhores coisas dos três livros: violência, histórias de beira de estrada e parcêros se fudendo sistematicamente na mão de gente mais otária. Essas características principais da trilogia são minimizadas ou simplesmente não existem no terceiro.
Billy Parham e John Grandy cresceram, se tornaram amigos e trabalham numa fazenda. O clima bandolêros-dimenor dos dois anteriores foi pra vala depois que eles se assentaram nessa fazenda e abandonaram a vida nômade. Eles convivem com uns tantos coadjuvantes que estão por lá só pra dar uma maior movimentação na história, nunca explorados com a devida atenção que o Cormac outrora deu a seus personagens secundários. Daí que John se apaixona por uma prostituta de menor idade, epiléptica e a favorita do seu pimp. É sabido então, desde que essas circunstâncias são mostradas, que o Billy vai ficar de escanteio e o John não vai ouvir os conselhos de ninguém e vai querer fugir com a chicana e vai se dar mal no final.
O chato é que só o final mesmo de Cidades da Planície é que parece com um McCarthy de verdade. Antes disso, o que existe é uma quase entediante movimentação de todos os personagens se preparando para o inevitável confronto final entre o John Grady e o pimp de sua chicana. Mas nem mesmo a batalha entre os dois ficou completamente livre de uns bad moves. Porque vilão que marca sua inicial na pele do outro com uma faca é até aceitável do ponto de vista realista, mas quando se pensa que essa derrapada pró-cafonismo não existiu, sequer se deixou prever nos dois anteriores, a situação toda se torna meio intragável, do ponto de vista das boas idéias. Se salvou porque a briga de facas é realmente assustadora, até mesmo na maneira como a hora e o local (de madrugada, em beco escuro) onde a ação se passa são descritos. E a maneira como o encerramento se arrasta para além do fim do confronto deixou as coisas um tanto mais cruéis. Mas a qualidade do último livro da Trilogia da Fronteira, visto como um todo, impediu até mesmo que uma saudade pelo fim de personagens tão memoráveis fosse mais aguda do que só um “cabô né? bora procurar Blood Meridian agora”.
It’s Moustche Day! (VII)
Com uma órbita da Terra em torno do seu próprio eixo de atraso (devido a planos futuros caros e caras), retomamos a mais emocionante sequência de algarismos romanos desde a queda de Roma nesta tediosa terça, com mais um Moustache fictício. Vamos de Lars:

a “real girl” foi buscar os sorvetes
Damn! Esse filme é massa! Ryan Gosling como Lars só cumpriu mais um dia de trabalho nivelado com seus anteriores: um troço assustador de tão phodamente contido. Faz, às vezes, uso de uma expressão que todos os personagens principais do Wes Anderson mostram lá pela tantas, quando tudo falha e a solução é só esperar mesmo (essa da foto, tipo staring at nothing is the first step to solve problems). Tudo em prol da criação de Lars, um bigodudo misantropo que, de tão lonely-boy, atraiu a intrusiva solidariedade de todos os moradores da cidade, em busca de animá-lo para qualquer coisa que envolva mais de uma pessoa para funcionar, um relacionamento, por exemplo. Ele descobre uma boneca à venda, de proporções normais e “anatomicamente correta”, compra e apresenta à toda a cidade como sua namorada, tentando se proteger de futuros convites. Ao invés de provocar um estranhamento prolongado, todo mundo é solidário à causa do Lars depois do susto inicial. Aí que o filme fica único assim, como são Lost in Translations e Eternal Sunshine…, porque não dá para se adiantar a uma história como essa e tentar prever o final, tudo que acontece depois do que eu descrevi é inesperado e emocionante (de emoção genuina mesmo) pra caralho saca? Ao fim do filme, só quis mesmo colocá-lo ao lado dessas duas geniais obras sobre o amor do nosso tempo e dar por encerrada uma trinca de abordagens realmente originais a algo que cada vez menos me parece desnecessário e bobo.
It’s Moustache Day! (VI)
Manhã de clima ameno por aqui e mais um dia de bigodes estampando faces cheias de expressões inesperadas e alguma integridade. O exemplo de hoje, diria eu, é o melhor exemplo, de todos os publicados nessa seção até agora, de como manter um moustache é tão válido quanto sustentar-se sem sell your body to the night – num sentido conotativo (mas bem próximo da realidade) da sentença.
BILL WATTERSON:

parece, mas não é um auto-retrato
O melhor mesmo, em toda a sua biografia, está nesse rápido resumo: durante cinco anos, seu trabalho foi inteiramente recusado por diversos sindicatos; no auge da fama, decidiu escrever sua última tira e, até hoje, essa decisão não foi revogada. Bill Watterson tratava suas crias como forma de arte e tem certeza absoluta que o valor desse tipo de coisa não pode ser agregado a um pijama ou a um pára-choque de carro. Mesmo os alvos de sua admiração tendo feito muito dinheiro com o comércio de licenciamento de produtos a partir de suas crias (Schulz e Peanuts, por exemplo), ele não se dobrou quando as pressões vinham de todos os lados. Preferiu, no último dia do ano de 1995, encerrar atividades depois de quase 10 anos unanimemente bem-sucedidos, à sua maneira. Mas, antes disso, discutiu com quase todos os sindicatos de cartunistas que se dobravam às exigências flutuantes dos jornais, responsáveis pela publicação dos trabalhos de seus associados. Restrições do espaço onde as tiras eram publicadas e irritantes pedidos de ursinhos de seus personagens e camisas e cuecas sendo estampados pelos mesmos foram as causas maiores de esbravejamentos a favor da integridade de uma obra de arte. À medida que seu público crescia, mais vozes se juntavam ao coro de quem não se contentava só com a tira, querendo algo mais físico para ostentar um falso sentimento de apreciação desmedida. Esses malditos descontrolados só aumentaram a ira e o feeling de reclusão em Bill Watterson, que não só finalizou com seu trabalho como se isolou em sua cidade natal, onde nem mesmo os moradores locais possuem muitas informações sobre onde vive e o que faz. Ocasionalmente, ele deve topar com um adesivo que mostra o um bad-Calvin em atos despidos de pudor e suspira de alívio, imaginando o estrago desproporcionalmente maior, caso tivesse dito “sim” para o consumo de coisas que ficam bem melhor assim, só em desenhos:
House e a minha Mãe
Difícil desviar a atenção da minha mãe dos enlatados da tv aberta, mas House conseguiu esse feito. Não só ela começou a se abastecer de um programa que parece ser feito por seres humanos de verdade (e não por focas amestradas que fazem óinc pra cada sentença que conseguem expelir) como eu ganhei uma stand-up não-intencional de primeira linha, que se manifesta a cada tentativa de diagnóstico da equipe do Doctor Gregory House. Funciona assim: durante um episódio que a minha mãe se dispõe a acompanhar, eu ganho, além do entretenimento da série, comentários cheios de perspicácia materna e humor involuntário. E consegui notar ainda uma evolução dos mesmos. Há uns seis anos, a pergunta unitária sempre proferida por mamãe diante de algo que me interessava era: “quem é do bem?”. O que já denotava uma inclinação da própria em torcer por alguma coisa, sem se preocupar no “porque” e confiando cegamente no meu julgamento. Poderia ter feito uma mãe de família torcer a favor da enchente, de “Enchente, Quem Salvará Nossos Filhos?“, alegando provação divina: “ó mamãe, a correnteza é que é do bem viu! Foi Jesus quem quis assim. Ele tá só testando a fé da crianças. Não é a toa que são todos membros da Igreja Batista, aqueles ixpertos que não acreditam no Espírito Santo. Bem feito!!”
E, de mais a mais, é importante achar algo em comum para partilhar com sua mamãe, se você ainda vive sob o teto da mesma e, nesta casa, os aparelhos de tv não atingem a pluralidade. Séries da HBO, todas fora de cogitação. Não dá pra chamar a sua mãe pra ver na hora do almoço The Sopranos ou The Wire (por mais que eu ache que o choque de certas cenas melhoraria o nível de humor involuntário, mas se esse não se sobrepusesse ao constragimento, capaz dela nem olhar na minha cara durante um dia inteiro) e, séries de comédia como 30 Rock e My Name is Earl só a deixam mais impaciente (porque ela não tem obrigação de entender todas as piadas referenciais e citações desse mundo muderno, logo, pra ela é inexplicável que, bem do seu lado, um homem comece a agir como uma hiena sem aviso prévio). House caiu no gosto materno porque: 1) mal-humor é universal; 2) medicina é o tipo de assunto que chama mais atenção de mãe do que filho dos outros caindo num poço; 3) não tem sexo nem depravação e 4) o House e o Wilson são good lookings e old enough para uma mamãe apreciar sem culpa.
Então, acompanhei quase toda a segunda temporada de House com a minha mãe do lado. Ela realmente se empolgava com as tentativas de diagnóstico e com o sangue aparecendo ocasionalmente e com minha virada de cara toda vez que alguém ia fazer uma punção lombar (tirar uma amostra da medula com uma agulha gigante, aguento assistir a nazistas comendo judeus no jantar, mas a imagem de uma agulha sendo injetada ainda me é mais perniciosa). E, o melhor, ela opinava sobre os diagnósticos e suas causas. Opinava e ainda procurava um exemplo parecido em sua árvore genealógica para maior aproximação com o drama da série. Se alguém definhava por mais da metade do episódio, mamãe citava todos os parentes e conhecidos que ela viu em semelhante situação. “Ahhh! A Miriãzinha, tava desse jeito lá no Iguatu, pouco antes de tu nascer minino…”, aí suspira e “ai, esse doutor é muito ruim mesmo, mas é tão bom né? Não errou uma até agora, mas precisa gritar com a pobre da menina? A menina de cama!! Isso não se faz não tiago…”. Pausa para comentários sobre a usual mentira proferida pelo paciente: “tá vendo tiago! quando você for no médico e ele perguntar se você fuma, não é pra ficar com vergonha de mim não que eu sei viu! É pra dizer que fuma, se não vai ficar aleijado que nem esse aí”.
Se o primeiro sintoma mostrado na tela for tosse e, por acaso, tossi minutos depois, ela me acusa de ser um possível portador de câncer. “Cadê os exames que tu ia marcar neguim (sim, é disso que ela carinhosamente me chama)? Não vai fazer com medo de agulha né? Vão descobrir um câncer e nem vai dar tempo de tratar, que nem esse aí. hehehehe (reprodução fiel da risada)”. Ninguém havia citado a possibilidade do doente portar um câncer, ela escolhe as doenças que o enfermo do dia carrega só pela expressão facial do mesmo, classificação puramente discriminatória (certa ela).
Mas o melhor mesmo são as convulsões. Ahhh, é onde a intersecção de nossos dramas favoritos acontece. Eu acho massa quando alguém entra em convulsão porque tudo fica desnecessariamente apocalíptico por meros 3 segundos e mamãe acha massa porque jura que o paciente está morrendo. Ninguém nunca morreu de convulsão em House, mas minha progenitora ainda é uma novata nos truques dos roteiristas da série e sempre entra em desespero quando, por exemplo, a mãe da menina loirinha entra em convulsão. “Tá morrendo! Vai deixar essa menina tão bonitinha com um tio tão mal…”, e segue se compadecendo até alguém aparecer com uma agulha gigante, enfiar no peito da condenada e o House soltar uma piada do tipo “I love the smell of pus in the morning, it smells like victory!”.
Rápida descrição de reações ao que consideramos o melhor episódio da segunda temporada (depois dos finais, óbvio): a menininha vivia isolada pela mãe super-protetora porque já havia passado por diversos tratamentos de doenças e recuperações de acidente. Vários diagnósticos errados depois, o House descobre que a causa de tudo é um carrapato (“tá vendo tiago? e essa gata daqui de casa vive cheia de pulga”) que ainda está pela superfície da guria e que, por isso, ela está correndo risco de morte. O House começa a caçar em todas as partes da menina, sem o consentimento da família e dos outros médicos e escondido dentro de um elevador e, quanto mais explorador de lugares imorais ele fica, mais perto da morte a menininha se encontra. Quando o elevador abre as portas e a família e quase toda a equipe médica veêm o House com a mão na crouch da menina, mamãe: “HAHAHAHAHAHA (representação realmente fiel da risada), esse House não presta mesmo”. E ainda não havia achado o carrapato quando o pai ia lhe descer uma bifa, adiando ainda mais o punch-line e alongando a tensão na minha sala. Carrapato em mão, frase esperta proferida – “See? Told you it’d be even more dramatic!” – e o ultimato da minha mãe: “esse House é um danado mesmo! Né que ele conseguiu neguim?!”. E a gente segue se divertindo.
Até ela cansar e dizer que bom mesmo, pra qualquer doença, é chá de boldo.



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