Livres Associações
Da coluna de Daniel Castro, na Folha de São Paulo do dia 30 de julho:
BATE-PAPO VIP 1
O cineasta e escritor norte-americano David Lynch, do filme “Veludo Azul” (1986) e da série de TV “Twin Peaks” (1990), participará de um bate-papo com cerca de 300 profissionais da Globo, em um estúdio do Projac, no próximo dia 4. O encontro será mediado pelo jornalista Renato Machado.
BATE-PAPO VIP 2
Toda a elite da criação e da produção da Globo (autores, roteiristas e diretores de novelas e programas) foi convidada. Lynch vem ao Brasil para lançar um livro sobre meditação.
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Subtraindo a estranheza do “vem ao Brasil para lançar um livro sobre meditação”, vamos direto para o brainstorm entre os autores de novelas e séries da globo, logo depois da reunião:
Manoel Carlos, com um poodle do lado e uma echarpe em volta do pescoço, foi enfático ao observar a importância que a palestra de uma das “mais iluminadas mentes do cinema abstrato hollywoodiano” terá sobre as futuras produções desse baluarte nacional que é a rede grobo. Ele mesmo já havia esboçado um breve roteiro da sua próxima novela, já sobre a influência “dos ensinamentos lynchinianos”:
Helena (interpretada por Regina Duarte, Maneco’s Laura Dern) sofre com o preconceito que seu marido enfrenta por possuir seios grandes, maiores até que os dela. Um dia, depois da usual caminhada vespertina pelo calçadão da praia de Copacabana, enquanto seu marido, sem camisa, joga futvolei com os amigos, ela senta num banco, com seu poodle favorito (possui outros 5, que estão sendo carregados pela empregada negra, fogosa e de mini-saia algumas quadras a frente) e observa, cheia de alegria, mas mantendo um ar pensativo, como o seu marido se sente livre sob o sol do Rio de Janeiro e na companhia de seus melhores amigos. Quando ele levanta a bola para o corte, usando os seios como molas propulsoras, escorrega na areia, cai de costas no chão e a bola volta e atinge um dos seus seios. Semanas e algumas visitas ao médico depois, é avisado de que terá que amputar o seio ferido. Aí começa o verdadeiro drama de Helena: nem os amigos do seu marido conseguem esconder o preconceito que possuem contra um mono-teta.
O autor explica a principal influência: “O Homem Elefante, que é um filme que aborda a questão do preconceito contra certas deformidades humanas desde o título – porque o homem elefante não parece com um elefante né? Parece com o ajuntamento de várias claras de ovos congeladas, devia se chamar ‘The Egg Face‘. Mas a confusão instaurada na minha cabeça desarmou facilmente meus preconceitos. Desarmar preconceitos com confusões estéticas… GENIAL! E, para instaurar o clima de confusão desde o início, a minha novela se chamará ‘TInha! Agora Não Tem Mais‘. Pretendo substituir a referência a Shakespeare por uma ainda mais instigante: as peças do Chico Buarque, por mostrarem uma apuração única do mais nobre espírito do mundo, o espírito do carioca de classe média!!”. Aplausos de Gilberto Braga são ouvidos do outro lado da mesa, seguidos de “clássico, prevejo um cláááássico”.
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Continua…
Digno de um Oscar. Fico me perguntando o que você toma antes de escrever os textos. Isso ainda é efeito de sábado? Aquelas meninas diabólicas aindam causam alucinações?
Esqueci dessas periguetes de sábado tão logo cruzei os portões da saída. Demônios do cão! AAAARGH!
O aditivo dos textos é só tédio, doses e doses de tédio. E cara, brigads pelas palavras de apoio, massa mesmo.
HAHAHAHAHA
O melhor foi a cena de Maneco’s Laura Dern e seus seis poodles.
Jesuis, este seu blog é sensacional, sem ser intrometida mas já sendo, voltarei aqui sempre para ler as coisas sensacionais que escreves.
Essa notícia por si só já era bizarra, mas tu criaste uma obra prima em cima dela.
Georgina, obrigado e cê é toda bem-vinda aqui. Visito o Quixotando há um tempo já, achei aquela imagem do House canarinho massa e teve também aqueles curtas do P.T.A. que cê postou que me deixaram speechless.
Já viu o trailer de Benjamin Button? Porra!! Aquele pianinho! e as imagens! e o final!!
E teu endereço de e-mail renovou minha fé na humanindade… o meu é fightclub7774, até hoje a sociedade opressora me pede pra mudar e arranjar um mais condizente com a idade (tinha 15 quando fiz esse). Mas me nego, prefiro soletrar várias vezes do que adquirir um tiago.lopes funnyless.