That’s Entertaaaaaainement!

poster massa. detalhe para o destaque dado ao ‘Rated R’
Ontem a noite vi a refilmagem de Funny Games*. O original é um dos meus filmes favoritos de alguma-coisa-entre-o-suspense-e-o-sadismo (agradecimentos a Rudá por espalhar a boa mensagem). Quando anunciaram que o remake seria uma fotocópia exata do original, sendo as mudanças mais “profundas” o idioma falado e os atores, curti ainda mais a idéia toda justamente por causa da escolha do novo elenco (Naomi Watts, Tim Roth, Michael Pitt – a todos tenho algum apreço). Esse post seria um comentário a essa postagem do Querido Bunker, mas ficou muito grande e resolvi colocar a resposta à pertinente observação do cara aqui mesmo.
A graça maior da refilmagem é justamente essa: já que o público se diverte assistindo a tortura, por que não refilmar uma tortura com rostos mais conhecidos? Tipo, é massa ver um bando de desconhecidos sofrendo nas mãos dos pelezinhos lá, mas também é igualmente massa ver a Naomi Watts servindo de brinquedinho do capeta. C’mon! Naomi Watts passando por tudo aquilo! E porque quer! Já tenho pela refilmagem o mesmo respeito que guardo pelo original. A diferença entre os dois, além das já apontadas, é só a raça do cachorro (como bem observou o Rudá) e uns quilos a menos em um dos assassinos. Nenhuma linha do roteiro foi modificada (ao menos que eu tenha notado), o que fica estranho na sequência em que o Pitt reclama da obesidade do Corbet, sendo que este é um ator em forma, ao contrário do gordinho do original.
Acho inclusive que esse filme deveria ser refilmado de tempos em tempos, no mesmo molde dessa versão. Minhas sugestões de futuros elencos:
- O Corbet ficou muito bom como um dos psycho-killers, mas o nível de sandice atingiria os mais baixos escalões do inferno se juntassem Cillian Murphy ao Michael Pitt.
- A próxima família poderia ser: Will Smith como “a mãe”; Samuel L. Jackson como “o pai” e Dakota Fanning como “o filho”. Deus! Eu nunca iria me divertir tanto com o ASSASSINATO INJUSTIFICADO DE INOCENTES SÓ PARA PROVAR O QUÃO O SER HUMANO É VIL E MESQUINHO POR CONSEGUIR SE ENTRETER COM ESSE TIPO DE MALDADE se essas fossem as vítimas.
OU
Betty Faria como “a mãe”; Humberto Martins como “o pai” e qualquer ator ou atriz mirim nacional como “o filho”. Lots of fun!
-
*Nesse caso, nem acho o título nacional tão ruim (Violência Gratuita). O que incomoda é a maneira como ele toma partido. Não acho “gratuita” a violência do filme. Se ela me diverte, (e esse é o seu objetivo final, além de mostrar que eu sou vil e mesquinho [fuck yeah!]), já deixou de ser “gratuita” para existir em prol de uma causa, e uma muito nobre.
rapaz, quero ver esse filme. Só saquei o trailler mesmo.
Como assim? Funny Games ja chegou em natal e aqui ainda NÃO. Como assim?
Espero ansiosamente a exibição desse filme no cinema aqui em Natal, só pra curtir com a cara das pessoas que vão sair no meio da sessão… Como é bom ser vil e mesquinho! hell yeah!
Ludy, o filme nem chegou por aqui ainda não. E duvido que chegue. Mas no multiplex do demonoid tá bombando.
Rudá, quero viver pra ver a reação de um reaça a esse filme. Pagar pra ver um filme e ainda ganhar um piti de grátis: priceless.