Da Década!

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Publicado em Cinema, Música por Tiago Lopes em Outubro 30, 2008

E colocamos no ar mais um site para abastecermos gratuitamente. Os preceitos do insulto justificado, praticado por todos nós (Alexis, Daniel, Hugo e Tiago [vulgo eu]), serão mantidos e direcionados apenas para Música e os cortes de cabelo que a acompanham. Agradecimentos à Kênia, a Castro; e Alexandre, o Honório, pelo tempo dispensado (certeza que cês só fizeram isso porque Lost só ano que vem e Heroes tá uma bosta).

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Foi bem nhééé a sessão de cinema que continha o Arctic Monkeys At The Apollo. O filme em si é realmente bem filmado, edição (VEJA SÓ) mais tranquila e contemplativa que filme do Kiarostami, mostrando bem a beleza que a direção de fotografia fez com a cenografia. E a banda né. Entra com uma cara de quem só pensa nas gurias preenchendo o backstage depois do show, mas, enquanto pensa nessas coisas fúteis da vida, se comporta como uma boa banda geralmente deve se comportar: não dar atenção a NADA além da execução do som, dispensando qualquer movimento além do necessário para fazer os instrumentos funcionarem. O máximo que vai além disso é quando o Alex Turner paga de stand-up. De resto, mal dá pra notar o intervalo entre as músicas. Grande show com registro à altura. Mas eu era o único babaca presente que parecia realmente gostar da coisa toda. Dedução baseada apenas no fato de que eu era o único infeliz a se portar como um sem-noção, fazendo air-baixo, air-bateria, air-guitarra sempre que me dava vontade e preenchendo todos os espaços que os limites da minha poltrona permitiam. Shame on me, claro. Mas fico sempre com a boa impressão de que gostar de música de verdade exige esse tipo de comportamento.

uns trailers aê

Publicado em Cinema por Tiago Lopes em Outubro 28, 2008

Linques e useless comentários sobre uns upcomings que muito me interessam:

Good Dick:

Saco esses filmes que mostram um cara levando sucessivos nãos de gurias que são, estética e visualmente falando, infinitamente superiores. Me dá um senso de falsa possibilidade tão, mas tão frustrante que, depois de ver algo como esse filme, sinto que aquela lá, top of the tops, pode ser alcançada apenas com a ajuda de uma boa agenda de abordagem (horários e situações específicas para se fazer um contato, tendo como objetivo final ) e nulo sentimento de self-respect (ter consciência de que um “não” a mais já é um passo em direção ao derradeiro “sim”). Isso é o que filmes como esse ensinam, isso é também o que a vida real, ao menos por essas paragens, insiste em tratar como realismo-fantástico.

Synecdoche, New York:

Man, this shit is crazy! Pelo trailer, quando a música foffs começa e uma sucessão de imagens desconexas, que não são explicadas de maneira alguma pelos fiapos de diálogos mostrados, você sabe que, depois de uma incrível dor de cabeça (aliviada aos poucos graças às ótimas piadas sempre estrategicamente colocadas) tentando descascar todas as camadas de metalingugem do roteiro, alguém vai fazer um monólogo rápido, sincero e numa situação fantasticamente banal para derrubar qualquer resistência de um stone heart, fazendo-o produzir umas furtivas lágrimas tão genuínas quanto aquelas dispensadas ao fim de Eternal Sunhine. Tem também o elenco feminino mais talento&beleza da-década: Hope Davis, Catherine Keener, Dianne Wiest, Ellen Burstyn, Jennifer Jason-Leigh, Michelle Williams e Samantha Morton.

Zack and Miri Make A Porno:

Essa de lucrar-com-atitudes-imorais-para-sair-da-pindaiba é mais velha que tataraneto de Matusalem. Mas, veja isso mis friends: “Is there soft-core gay porn? Like, just hugging and kissing and telling each other how cool the other guy is?”. Isso é o personal touch de Kevin Smith. Se ele quisesse refilmar Lassie, o resultado seria a invenção de um novo patamar de entretenimento (Lassie na balada; Lassie fumando um joint; Lassie, Jay e Silent-Bob assustando poodles). Há sempre de se esperar um ótimo resultado da pessoa que criou D-O-G-M-A, um dos roteiros mais bem escritos dos ‘90, numa década que teve lá a sua porção de filmes incríveis de baixo orçamento.

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Ia colocar mais alguns, mas ouvi a voz de Deus me chamando para perseguir uns infiéis.

harry rag

Publicado em Sem-categoria por Tiago Lopes em Outubro 21, 2008

Essa parada de indignação é coisa estranha demais. É o catch-22 do nowadays: é fácil se afastar da origem da indignação e escolher tomar um banho ao invés de dar piti. Mas tá lá ela, se exibindo em praticamente todo pedaço visível de matéria, aí fica difícil dizer que não se importa. Há o fator possibilidade também: a indignação cresce proporcionalmente aos buracos de despejos de reclamação, tendo em blogs seu receptáculo de maior diâmetro.

Então, isso aqui é alguma coisa que eu pretendo nunca mais repetir.

Nem queria reclamar aqui não. Só queria ir lá mesmo, postar “burros” e dar destaque ao adjetivo usando todas as ferramentas de ênfase criadas por Deus via word e photoshop. Primeiro, digitava em caixa alta e em um tom de cor destacado; depois, colocava a trindade itálico-sublinhado-negrito. Aí criava uma animação de uns piscas-piscas natalinos ao redor e aumentava para um tamanho inédito a fonte dos caracteres. Postava lá, sob o risco de ter a minha sincera opinião censurada e recusada. “Lá” é um fórum de discussão onde vários intelequituais debateram nos últimos dias sobre… adivinhem só… é inacreditável!… e todos possuem mais de 30 anos!!… supostamente lêem livros!!!… professores universitários*!!!!… ÉTICA NO JORNALISMO.

Queria virar um caminhão de sorvete da kibon, pegar todos os cornetos, tocar a campanhia de cada um desses opinadores e alocar agressivamente o sorvetão em suas testas. Enquanto eles conjecturam sobre os motivos do meu gesto – um ato fascista? um ato de direita? um ato anti-ético? – eu já estaria em casa, postando outro “burros” com os mesmo recursos enfáticos usados anteriormente, só que, dessa vez, ao invés de piscas-piscas, colocaria vários pintos cabeludos ao redor, sob o perigo de, em uma semana, ver a minha obra impressa, emoldurada e exposta na frente da capitania das artes.

*Quase um atestado de ignorância nos dias de hoje. Ao menos eu, em apenas quatro anos de universidade, nunca ouvi sair da boca de um acadêmico (a) algo que não instalasse em mim um imediato desejo de vomitar sangue na cara do orador em questão.

Arctic Monkeys at the Apollo and playing in Natal, Natal

Publicado em Música por Tiago Lopes em Outubro 16, 2008

Essa foi o Rudá A. que me screpeou agora a pouco. Seguinte: o Arctic Monkeys, banda massa que me faz chegar aos píncaros da inveja – eles têm a minha idade e já fizeram tudo o que se espera que integrantes de uma banda com mais de vinte anos de carreira façam e, PIOR!, eles são realmente muito bons -, filmou o último show da turnê de 2007. O bacana é isso aqui: o diretor é o cara que faz o Moss em The It Crowd, uma série britânica que tem uns momentos engraçados por demais (o 1º ep da segunda temporada – GAY! A Gay Musical! – é realmente djenial). Mas isso não é tudo!! Ele também dirigiu os clipes mais bem sacados do Vampire Weekend: Oxford Comma (claramente um ripoff do Wes Anderson, um deveras bem feito) e Cape Cod Kwassa Kwassa (que manda um alô massa pra John Hughes) e alguns do… you guessed, Arctic Monkeys.

Mas easy friendo! que o melhor vem agora: no dia 14 de outubro, esse filme foi exibido em diversas cidades do mundo, essas de verdade e que possuem tudo o que um ser humano precisa para atender às suas necessidades. No dia 29 de outubro, Natal, uma cidade que sequer atende às premissas básicas para uma juventude saudável, aonde só nos é permitido saciar os mais primitivos instintos (às vezes, com alguma ressalva) , irá receber uma cópia dessa beleuza de entretenimento! O Moviecom está entre um dos sorteados para abrigar 76 minutos de boa música. Quem anuncia é o Arctic Monkeys At The Apollo, site oficial da empreitada. Tasca um ctrl+f e digita a cansativa combinação de letras “natal” que vai aparecer lá a data e o local de exibição. O que me leva a crer que a sessão vai lotar e que, talvez, venha a ser o local com o melhor clima de paquera e azaração do ano (junto com um ou outro eventual show d’Os Bonnies).

No dia seguinte à exibição desse petardo, deixarei aqui uma breve narração do que foi essa noite de coral de inglês mal-cantado e meninas de 17 anos exibindo o que possuem de melhor, anatomicamente falando. Porque isso aqui é um Shine A Light pra vestibulandos, mas um que parece ser realmente massa.

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wild awake on the other side (wild… uhnnn)

Publicado em Sem-categoria por Tiago Lopes em Outubro 8, 2008

Issaqui tá assim, meio parado, porque resolvi seguir carreira de cantora-modelo-atriz e to trabalhando em vários projetos aê. Para não decepcionar os que ainda estancam seus cavalos por essas paragens, vamos de comentários aleatórios:

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MEME!

Finalmente, depois de meses trabalhando de grátis pro wordpress, recebi um meme. Um deveras limitado. Sete não são sequer minhas favoritas dos artistas locais, quiçá de todos os tempos. Vou bagunçar que nem o Daniel fez, colocando uma lista paralela – a dele foi de gênero nacional, como não conheço quase nada dessa malemolência (podia preencher tudo só com Mutantes e mais algumas feitas a pouco tempo), vou fazer uma lista de 7 pros ‘60 e outra de 7 pro que veio depois da golden age:

Sunny Afternoon – The Kinks (ou A House in the Country, Little Miss Queen of Darkness, David Watts, Harry Rag, Situation Vacant, Waterloo Sunset, Picture Book, The Village Green Preservation Society, All of My Friends Were There, Brainwashed, Victoria, Arthur, Shangri-La, Mr. Churchill Says… melhor discografia dos sixties)

I’m Only Sleeping – The Beatles

Heroin – The Velvet Underground

This Will Be Our Year – The Zombies

My Girl – Otis Redding

Midnight Rambler – The Rolling Stones

Ballad of a Thin Man – Bob Dylan

Uma lista óbvia, como toda lista massa dos sixties deve ser. Note que, toda banda daí de cima (as exceções são o Dylan e o Otis) tem um the na sua alcunha oficial.  O que deve querer dizer alguma coisa sobre os tempos modernos, mas i don’t feel like digressing.

1970 – The Stooges

Hateful – The Clash

Mary-Christ – Sonic Youth

Where Is My Mind – Pixies

Newark Wilder – Pavement

Sissyneck – Beck

Handshake Drugs – WIlco (ou Hell is Chrome, Theologians, Far Far Away, Muzzle of Bees, Kamera, Summer Teeth, I Am Trying To Break Your Heart, Jesus Etc, Impossible Germany… melhor discografia dos anos 2000).

Claro que muito me doeu fazer essa lista. Devia existir um botão de random aqui, para a seleção mudar automaticamente de acordo com meu humor.

Esse meme vai para: Rudá, Ju., Ana, Márcio e Ludymylla (escolham as suas 7 favortias de todos os tempos e arranjem uma desculpa para atualização).

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VÍDEOS!

Tina Fey fazendo a Sarah Palin no SNL justifica a existência de coisas como política. Já sairam uns três quadros diferentes, todos com variações da mesma piada, todos geniais mesmo assim. Sobre o aquecimento global: “I believe it’s just God hugging us closer”. Tem mais umas trocentas pérolas desse tipo em quase 30 minutos divididos em três vídeos. Meu favorito é o pronunciamento dela com a Hillary Clinton, em que, ao ouvir da Palin um “don’t refer to me as a MILF”, solta um “and don’t refer to me as a flurch – I googled what it stands for and I do not like it – or harpy, shrew, boner-shrinker”. Na tela:

O primeiro tem a Queen Latifah sendo realmente engraçadinha, o segundo e o terceiro possuem somente a Tina Fey e a Amy Poehler fazendo o que sabem fazer melhor quando estão juntas.

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Por enquanto, não tenho mais muito a adicionar não. Para essa semana, ainda postarei um conto inédito!, nunca antes divulgado em mesas de bar.