going to mars. BRB. (LOL)
Cabei hoje de ler a so-called melhor HQ de todos os tempos. E é mesmo e talz. Daí que tem adaptação cinematográfica saindo daqui a pouco, e vai ser lixo, porque o diretor é lixo (fez o lixo 300) e ainda se chama de visionário, o que é algo além do double-lixo (além até mesmo do triple-lixo). Mas curiosidade mórbida também sustenta bilheteria, e lá estarei, pagando meu ingresso pra ver essa bomba, só pra dizer que esse resumo escroto feito por um anônimo e que têm passeado livremente pelo internets é quase tão genial quanto a obra que o originou. (via Na Cara do Gol. Ó, já havia lido também a versão palitinhos de Ulysses, que é genial mesmo. Lembrei que havia achado o link no site do Aran, mas já está fora do ar :/). É necessário ler WATCHMEN para entender as piadas abaixo. Quanto melhor você lembrar dos detalhes da obra, mais engraçado o que se segue será.
*eu podia simplesmente ter postado o link onde as tirinhas já estão postadas. Mas, what the hell né? Quero abrir esse blogue diariamente e rir ad infinitum com essa parada massa.
1987 – 2008: highlight
Não que eu me lembre de alguma coisa desse dia. Mas essa é a minha favorita imagem de mim mesmo. Esqueci de perguntar à minha progenitora quantos anos eu tinha quando ela foi tirada. Era o aniversário de, acho, 5 anos da minha irmã mais velha, então, eu devia estar com uns 3. Por que diabos eu estava chorando, agarrado a um docinho, sentado sobre papel manteiga, na cama que servia de vitrine para mostrar o arrecadamento da festa? A boneca não aguentou o que quer que estivesse deixando o ar do quarto mais pesado e cometeu suicídio, atrás de mim. Fui mais prudente: carreguei o fardo do motivo oculto chorando e posando para fotos. Mas posei com alguma classe. O que me impressiona nessa foto é justamente o fato de nunca, em toda minha curta vida, ter atingido o ápice da elegância como nesse dia. A gravata borboleta é a maior responsável, fato óbvio. (((Sendo ainda um recente portador da tag “jovem”, sustento a vontade de participar de algum evento que exija, ao mesmo tempo, socialização com seres intragáveis em traje social , só pelo prazer de ficar bêbado portando uma gravata borboleta, eu e quem mais estivesse bêbado reunidos e trabalhando em prol de um único objetivo: importunar todo o resto))). Tem também esse conjunto de roupa que não consigo definir qual o tecido, mas, não sendo algodão, já deve conferir alguma classe extra. Encerrando a moldura da minha tristeza aparentemente injustificada, um pisante da cor creme, sobressaindo-se ao amarelo opaco da roupa. Importante highlight só por causa do desconhecido acontecimento que depositou em mim essa expressão de irritação constante que sustento até hoje, variando de maneiras um tanto limitadas.
bond girl nua
Seguinte, Quantum Of Solace é massa, tão massa que redime até as pataquadas que quase derrubaram todo o Cassino Royale. Num post um tanto velho, citei sutilmente o maior defeito do Bond sob a pele do Daniel Craig: a insistência irritante em transformá-lo num estagiário ruim de um escritório de espionagem, para tentar justificar a nova linha editorial que a partir dali, seria seguida na série, que é a tal do “Bond-vida-real-sem-enfeites”. O personagem conseguiu atingir um nível de realidade, mas um bem distante de um espião da inteligência britânica e mais próximo de um pedreiro de luxo: feio, ignorante (não tem uma única piada inteligente proferida pelo Bond de C.R., a única que ele faz, quando está sob tortura, é bem digna do mais baixo calão da construção civil) e um tanto sentimental (a.k.a. viadinho). Sem querer querendo, a única força que acabou movendo todo a engrenagem do C.R. foi a estupidez do James Bond. Mas o filme já começou errando: nos créditos de abertura, as onipresentes silhuetas femininas foram substituídas por umas cartas de baralho de charme nulo e, caso você se sentisse incomodado pela voz do Chris Cornell, era apenas Jesus tentando lhe avisar do desastre que estava por vir.
Foi sob alguma desconfiança que adentrei às portas de uma sala de cinema contendo o Quantum Of Solace que, segundo informações prévias, ainda é um mantenedor do estilo de vida ignorante/bundão do anterior. Mas eis que vejo silhuetas femininas nos créditos de abertura, e não só isso! Uma certa cafonice adornando as mulheres de areia (sim, lembra a abertura desse baluarte da nossa tele-dramaturgia), uma cafonice mesclada com algum bom gosto e noção histórica de que é dessa maneira que um bom filme do James Bond começa. A música do Jack White, feat. Alicia Keys, ajudou bem na completude da equilibrada equação de apreciação do cafona, e minha fé na humanidade foi, enfim, restaurada.
Quando o filme abre em Sienna (muito simpática a maneira como Mark Foster dispôs dos caracteres de apresentação de cada cidade), com a equipe de M. dando início a uma sessão de perguntas e respostas com o senhor que o Bond havia dado um tiro nos últimos segundos de C.S., segue-se uma das melhores cenas de ação de toda a série de 22 filmes: um dos interrogadores da inteligência britânica se mostra um traidor e Bond persegue-o à pé, acabando com um desfile, invadindo casas e encerrando o embate pendurado em cordas, com uns cacos de vidro, andaimes e duas armas entre eles, gerando uma crescente vontade de auto-asfixia. Antes disso, Bond já havia disparado umas boas três piadas em diálogos com M., todas elas cheias do witticism de outrora.
Daí, continuamos com a usual apresentação dos personagens obrigatórios da série. Um grande acerto do C.R. foi a escolha de seu vilão, o ator Mads Mikkelsen que, no ano anterior, havia feito o filme estrangeiro de maior relevância fora do seu país de origem (o dinamarquês Depois do Casamento). Em Q.S., a regra foi mantida e temos aqui o ator principal de O Escafandro e a Borboleta, Mathieu Amalric, dessa vez sem defeitos estéticos visíveis (a não ser pela altura ínfima). Ele pretende fazer alguma coisa com um recurso natural abundante num país de terceiro mundo – nada fica muito claro além do país e do recurso. Outra grandesíssima cena de ação, dessa vez uma mais contida mas não menos apreciável, é a que se segue logo após o descobrimento dos planos maléficos e tals do Dominic Green, quando Bond é perseguido pelos capangas de quem quer que seja no backstage de um teatro gigante, onde uma ópera violenta está sendo encenada. Mantendo apenas o áudio do espetáculo e entrecortando suas cenas com as da perseguição, Mark Foster mostra como se sobressair estilisticamente num filme em que a captura-da-crueza-da-realidade é regra.
Em quase todas as cenas de ações, quando um close é dado no exato ponto de uma colisão ou de um golpe, para a violência se mostrar mais explícita e menos orquestrada, o diretor conseguiu, com uns truques de edição e de fotografia, tornar mais evidente algum aspecto que chame a atenção do espectador mais pela sua beleza do que pela violência mostrada, coisa que Martin Campbell, a nulidade responsável por C.R. (no seu currículo, a mais recente franquia Zorro, que não vale a ferradura de seu cavalo), não conseguiu enxergar, mesmo essa característica estando presente nos melhores filmes da série. Mark Foster já fez algumas pepitas em que o visual é tão importante quanto as ótimas histórias que o servem de alicerce, como A Passagem e Mais Estranho que a Ficção.
Quase conseguiu transpor suas melhores qualidades para um orçamento gigante sem qualquer perda. O que faltou para uma transposição 100% fiel foi a obrigatoriedade de tornar o 007 num ser emotivo, quando não há tempo para aprofundamento de caráter. Então, toda vez que o Bond olha de esguelha para uma fêmea, fica com a cara mais ridícula que a de um peixe morto. Se alguém no filme pronuncia o nome “Vésper”, olhar-42.5 vai aparecer automaticamente na cara um tanto inexpressiva do James Bond. Mas, para o bem da continuidade da série, esse arco chega ao fim definitivo nesse filme. O que deixa uma impressão de que Cassino Royale e Quantum Of Solace são duas partes de um mesmo filme, onde a primeira funcionou como uma introdução half-mouth e a segunda, como um ótimo clímax, com o segundo ajudando na compreensão das falhas do primeiro.
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Melhor série de comédia nowadays voltou massa demais. Way to go Jenna! (via nerd-o-rama).
Clica na img para ler mais sobre essa beleuza de disco.
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Vulgo amanhã, no Galpão 29 (Rua Chile), por 5 pilas. Tem eu, escolhendo músicas alheias prumas gurias se refestelarem.
















