worlds colliding
Comprei a Vanity Fair desse mês só por conta da Emma Stone na capa (sigh, deep, exciting sigh). Na mesma, não tem chamada para uma das matérias mais bacanas que li em tempos recentes, sobre as mungangas de edição de Catch-22, do Joseph Heller. Lá pelos últimos parágrafos da matéria, quando o livro está prestes a chegar no mercado e os editores estão tentando estabelecer um forte word of mouth antes do lançamento oficial, tem a minha parte favorita, um crossover antes inimaginável entre dois ~~queridos~~ (de vera, fui muito insistente em ler tudo o que encontrava de ambos, o mais rápido possível). Uma das editoras do Catch-22, Nina Bourne, enviou cópias para outros escritores, na tentativa de colher opiniões positivas e usá-las em propagandas. Um dos que recebeu uma cópia adiantada foi o Evelyn Waugh. Abaixo, a resposta dele para a editora:
Dear Miss Bourne:
Thank you for sending me Catch-22. I am sorry that the book fascinates you so much. It has many passages quite unsuitable to a lady’s reading
You are mistaken in calling it a novel. It is a collection of sketches—often repetitious—totally without structure.
Much of the dialogue is funny. You may quote me as saying: “This exposure of corruption, cowardice and incivility of American officers will outrage all friends of your country (such as myself) and greatly comfort your enemies.”
A opinião do Waugh sobre o livro do Heller, especialmente a que está entre aspas, parece um trecho do próprio Catch-22.

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