Tava todo nas programações de ver o Sonic Youth e o fanfarrão do Iggy em novembro, mas parece que vai miar. Como Deus é justão assim, depois da rasteira, veio o afago: a minha banda favorita a aparecer nessa década, The Walkmen, confirmou uns show em dezembro, aqui no país do Dalua. A certeza da minha presença já está alicerçada em estrutura de adamantium :D
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A 1ª faixa de Contra está aqui, toda se querendo.
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E eu ainda quero a oportunidade de fazer uma pergunta besta dessas para alguém como o Malkmus:
John Robinson, da Uncut: Do you still smoke pot?
SM:I gave up smoking weed about ten years ago. I hadn’t smoked in a while, I had some hash in Amsterdam, and it was like an acid trip. I was like, “I gotta stop.” But you don’t have to be stoned to make a stoned digression.
HAHAHAHAHA. Esse menino.
Acho legal ler essas coisas de maconheiro, porque sempre me faz lembrar de uma cena de Pineapple Express que eu curto como a favorita, na parte em que Dale chega na casa da namorada, e a família tá jantando. Durante o tiroteio que segue, o pai pergunta “Son, are you high?”, e a mãe diz, toda histriônica e hilária “He is high as a comet!”. Sempre repito mentalmente essa acusação pra qualquer gandja people que vejo na minha frente, tentando, inclusive, atingir o tom de voz da mãe. Mentalmente, claro.
Hoje de manhã, uns guris na faixa dos 6, 7 anos, de uma escola daqui de perto, vieram visitar a redação. Um deles viu que eu ria despudoradamente com o gif abaixo, chamou todos os outros guris e uns 15 deles ficaram se espremendo na frente do monitor pra ver isso. Riram altos também e quase que não saem de perto pra fazer o lanche. Foi massa.

UPDATE:

styling free
Só não continuei a série abaixo como planejado porque meu apêndice foi injustamente culpado, por quase 24 horas, de me causar uma dor que não foi um dia na praia. Mas o inútil foi absorvido, por enquanto. Para não ficar apenas no trivial, digo aqui que o Tarantino, desde Kill Bill II, vem fazendo o que sempre quis fazer, que é isso aí que a gente só vê em Kill Bill II e Death Proof, e se anuncia nas resenhas de Inglorious Basterds. E essa é a sua melhor fase. Pulp Fiction sucks camel dick.
:(
Assim que ouvi que o John Hughes tinha morrido, a segunda coisa que eu pensei foi em ver, urgentemente, o Quixotando, pra sacar umas fotos legais das musas do Hughes. A Dri postou um vídeo, mas preferia fotos, altas fotos (nem sei se é certo ser exigente desse jeito, mas quem criou o padrão de excelência e, com ele, a expectativa, foi você mesmo :D). Se quiser colocar os musos, coloca também, já que os caras foram meus modelos de “o que ser quando crescer” por um bom tempo, até eu me tocar que já estava meio grande e não consegui desenvolver 1/5 da coolness nem mesmo dos mais nerds, quanto mais do Cameron, a cria mais cool do Hughes.
Working on my night cheese
Vi a Alicia Silverstone na tv dia desses. Na hora, fiquei empolgadinho como se a mesma estivesse ao meu lado, trajando apenas a brisa suave do dia. Sempre que vejo a Liv Tyler numa imagem de propaganda de perfume, também fico igualmente empolgadinho, como se a mesma estivesse ao meu lado, naked and mixing cocktails. Se todas as coisas nas quais ambas estiveram envolvidas fossem colocadas dentro de um banheiro, por exemplo, os azulejos do outro lado seriam perfeitamente visíveis, em caso de somente a qualidade dessas obras ser algo substancialmente palpável. Logo, algo tão rarefeito nesse conjunto o tornaria similar a um Jack Griffin.
Mas essa espécie de Jack Griffin está firmemente afixada na minha cabeça, não só pela qualidade indiscutível dos atributos físicos (afinal, são quase os mesmos vistos nas melhores propagandas da marisa) (mesmo esse caso específico tendo sido explorado à perfeição em Crazy). Mas porque me foi mostrado numa idade em que tudo que foi visto e ganhou simpatia instantânea, fixou-se highlanderanamente em uns milímetros cúbicos de minha massa cinzenta.
Então, não importa a quantas revisões minhas preferências sejam submetidas nos próximos 49 anos (o teto de sobrevivência sugerido pela bíblia é um bom padrão), a Alicia Silverstone e a Liv Tyler sempre serão lembradas com a mesma atenção e intensidade reservadas a Claudia Cardinale, Monica Vitti, Shirley MacLaine, Katharine Ross, Jeanne Moreau, Ludivine Sagnier, Jasmine Trinca, e altas aí que já estiveram em trabalhos infinitamente superiores às propagandas de sabonete disfarçadas de filme feitas por A.S. e L.T.
Infelizmente, a cidade onde se cresce também ganha essa mesma atenção, resistente a qualquer revisão futura. A situação é lamentável se a cidade-natal tiver sido uma em que um senso crítico ainda em estado de formação não permitia que a mesma fosse admirada, sequer suportada, chegando até a incitar uma hostilidade contra aquela que até tinha a melhor piscina de todo o mundo. Esses dias, tenho achado que a vontade de voltar à cidade onde se cresceu é uma surpreendentemente instintiva: está acima de qualquer bom senso, qualquer moral e até mesmo de altíssimos níveis de ridicularidade. E se isso é instinto, é o único que dá vontade não só de rejeitar, mas de direcionar a força de todos os outros para o esquartejamento violento desse.
Porque é bem boboca querer voltar para um lugar em que, se toda sua população fosse reunida num banheiro, por exemplo, os azulejos do outro lado seriam desavergonhadamente visíveis, em caso de apenas seu bom senso ser algo substancialmente palpável. É mais penoso ainda pensar no seguinte: se todo o planejamento de hoje for realmente posto em prática daqui a algum tempo, a 6ª Avenida vai ter que dividir o mesmo espaço de memória e a mesma afeição reservadas à miserável Praça da Matriz; o acervo do MoMA será tão lembrado quanto a completa coleção de livros da Patricia Cornwell da biblioteca do Sesc; a nostalgia de ter vivido naquela casa em que o primeiro andar estava sem reboco vai existir com a mesma intensidade da empolgação de estar morando numa em que, além de reboco nas paredes, tenha posters de todos os melhores filmes. Ao menos uma das comparações futuras não será repudiada: a sensação de flutuar no Mar Morto deverá ser a mesma de ter mergulhado naquela que ainda é a melhor piscina do mundo.
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E é assim que Crazy acaba sendo tão importante quanto 8½.
Sempre achei esse visu dele algo meio Predador, logo asqueiroso. Mas era um sujeito um tanto empolgado durante o processo de criação da banda. Ao menos é o que dá pra notar vendo o quão hiperativo ele era nas gravações do Yankee Hotel Foxtrot, como você pode ver em I’m Trying To Break Your Heart, (categoria “documentário essencial”). Fez ao menos uma das grandes músicas do Wilco, enquanto estava na banda: “My Darling”. Os créditos dessa são divididos com o Jeff, como quase todas do Summerteeth, mas a gente sabe que é só dele mesmo. Ao menos isso o mundo tem que creditar SOMENTE a ele. Enfim, morreu numa hora até cabalística, já que deve ser lembrado em tooodos os shows da nova turnê do Wilco. Não deixa de ser aparício nem na hora da morte…
My real name is Dick Whitman
No sábado, eu vi o Frank Sinatra Jr. duas vezes, em duas séries diferentes: num episódio da segunda temporada de Sopranos, jogando cartas; e num episódio de Family Guy, fazendo dueto com o Brian. Nunca soube da existência dele, do nada, mais onipresente do que a minha mãe. Em alguma dimensão, na qual eu jamais entrarei se exigir traje sport fino, isso deve querer dizer alguma coisa.
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Depois de amanhã, começa o Lebowski Fest em Los Angeles. A lista de atividades provoca uma ansiedade penosa, porque, por enquanto, não será positivamente saciada. A lista de convidados, encabeçada pelo cara que faz PAW! no Daily Show e no seis-vezes-visto-em-um-mês Step Brothers, tá tão scrumtrelescent quanto a do Lollapalooza 2009.
No mais, um dos Coen tem uma recém-carreira teatral paralela que parece ser bacana, bacana.
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Esse post deveria ser isso: imagens do Wolverine, de braços abertos, garras à mostra, e fazendo “NOOOO” e “AAAAAH” em cima do Corcovado, no meio dos emos da Rua Augusta, rasgando o logo de caminho das índias e descendo o morro do careca. Tudo baseado na informação de que o Hugh vem ao Brasil. Me falta conhecimento técnico, mas percebo que tem me sobrado pouco senso de auto-crítica, já que divulgo a VONTADE de fazer isso.
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Tá meio vergonhoso colocar essas coisas assim, descompromissadas com qualquer coisa além de superficialmente não fazer você gastar uma viagem. Ex.: o que me faz continuar vindo à universidade é a quantidade de passes estudantis que já gastei nesses últimos quatro anos. É por respeito a eles que me graduarei.
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Espero com a certeza – construída seguramente por experiências anteriores – de que vai me deixar plenamente satisfeito:


