Da Década!

~:)

Posted in Sem-categoria by Tiago Lopes on abril 20, 2010

Ocupado com umas coisas aí. Me formando a contragosto, para honrar todos os centavos gastos em ônibus durante seis anos, principalmente. A Mischa é bonita né? Assim, muito mesmo. Queria que ela fosse algo mais nessa vida. Tô do lado da tua empregada Mischa, só quero o teu bem. Tenho twitter agora ó —> @landshark_

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Fionnula Flanagan é a mãe do universo =D

Posted in tv by Tiago Lopes on abril 8, 2010

Chamam essa de “a era de ouro da tv”. Afirmação em que posso concordar quase que totalmente, evitando o absolutismo porque não conheço as outras eras para fazer uma comparação justa. Entre as melhores séries, quase todas as bases que compõem qualquer tipo de produto duradouro de entretenimento foram inteligentemente usadas para criar a awesomeness toda que se vê por aí.

A honra flutua por cima de todos as outras como uma dessas bases mais usadas. The Wire e Sopranos têm na nobreza dos parcêro força motriz principal. Se alguém toma uma decisão drástica, ou é em direção à ruptura completa com o sistema do qual fazia parte ou a uma solidificação ainda maior no mesmo.

Nas séries que falam de pessoas não envolvidas numa linha de trabalho tão perigosa, o que é mais explorado geralmente é o cinismo. Ao menos é o que é mais exposto, com o propósito de aumentar o impacto do escancaramento dos sentimentos reprimidos, quando alguém faz algo raramente altruísta entre um intervalo e outro. Como em Mad Men e Six Feet Under. E um tipo de relacionamento que o entretenimento, essa entidade, relegava aos coadjuvantes em tempos passados, foi tão precisamente construído e valorizado por 30 Rock e Extras que creio eu ter sido essa a maior novidade dessa fase: a amizade true entre chicks and dudes com fatores como diferença de idade e de todo o resto tornando a plausibilidade ainda mais impressionante, como Jack e Liz, Andie e Maggie.

Mas e o romance? Essa pedra angular do entretenimento, sem o qual, via uma perfeita abordagem, uma “era de ouro” de alguma coisa não pode ganhar essa alcunha porque não preencheu completamente o album de figurinhas?

Se Lost terminar os seus dias como um Documento Trololó de luxo (o que eu duvido), ao menos deu a última razão para fazer dessa uma era superlativa para a tv, colaborando justamente com uma das coisas em que o entretenimento caseiro sempre foi deficiente: um romance original, que arranjou uma maneira muita gênia pra ir do boy-meets-girl ao Happily Ever After.

E, notem bem, tudo o que o Desmond faz tem um único propósito: chegar na Peggy. Cita aí todos os romances clássicos da literatura, do cinema, que o do rapaz pega o melhor de todos eles, que vem a ser a obsessão imparável. É sempre mó bonito quando ele se encontra com a Peggy, porque só deixam que isso aconteça depois umas provações impossíveis, VIA SCI-FI!!

Até hoje, nunca revi um episódio de Lost, mas uma das coisas que mais lembro dos últimos seis anos é justamente como eu disparei uns aww de emoção sinceros pelo cara ter conseguido aquelas pequenas ilhas de calmaria com a Peggy. A história do Desmond sempre foi uma tangente à todo o resto de Lost. Se nada mais der certo, é a única que vai sair intacta.